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Como preparar a arte para impressão digital na camiseta

O guia de arquivo da impressão digital: transparência de verdade, 300 dpi na medida de impressão, curvas, degradê e os tamanhos usados no peito e nas costas.

· 7 min de leitura · por Impressão DTG · #impressao-digital #preparacao-de-arte #arquivo-png #dtf

Como preparar a arte para impressão digital na camiseta

Saber como preparar a arte para impressão digital resolve quase todo problema de estampa antes da prensa, porque a maioria deles não nasce na prensa: nasce no arquivo. A arte veio pequena, o fundo era branco em vez de transparente, a fonte não estava convertida — e a máquina não conserta nada disso, só imprime o que recebeu, ampliado no tamanho da peça, com os defeitos crescendo junto. Abaixo, o guia de arquivo: transparência, 300 dpi na medida final, curvas, degradê e os tamanhos usados no peito e nas costas.

DTG e DTF são as duas rotas da impressão digital. A gente olha a arte, o tecido e a quantidade e indica a técnica que sai melhor — inclusive quando a resposta é silk ou bordado. Mas em qualquer uma delas vale a mesma regra: o arquivo é o teto do resultado. Dá para ajustar cor e tamanho. Não dá para inventar pixel que não existe.

Fundo transparente é transparente, não branco

Esse é o erro campeão. Você abre a arte no visualizador do Windows, o fundo parece branco, e branco parece "nada". Não é. Para a impressora, branco é tinta.

Na peça clara ninguém percebe. Na peça escura, o desenho sai dentro de um retângulo branco, porque a máquina aplicou base branca em cada pixel que ela viu — e ela viu o fundo inteiro. Se você quer entender por que a base branca existe e por que ela muda tudo em tecido escuro, leia o artigo sobre impressão digital em camiseta preta.

Como garantir transparência de verdade:

  • Salve em PNG com canal de transparência (no Photoshop é a opção PNG-24 com "Transparência" marcada), não em JPG. JPG não tem canal de transparência. Nunca vai ter.
  • No editor, o fundo tem que ser xadrez cinza. Se for branco liso, tem pixel branco ali.
  • PNG-8 é transparência liga-desliga. Serve para arte chapada, mas serrilha borda suave. Para degradê, PNG-24.
  • Apagou a camada de fundo mas deixou um retângulo branco desenhado por cima? Acontece bastante. Esconda todas as camadas menos a arte e confira.

Se a peça é branca e o fundo da arte também é branco, ainda assim mande transparente. Assim a mesma arte serve para qualquer cor de malha depois.

300 dpi não é um botão, é uma conta

"Mandei em 300 dpi" quase nunca quer dizer o que a pessoa acha que quer dizer. Dpi sozinho não é qualidade: é uma razão entre pixels e centímetros. Um arquivo de 600 × 600 px marcado como 300 dpi tem 5 cm de lado. Ampliar para 28 cm não cria informação — só espalha o que havia, e a borda fica mole e serrilhada.

O que importa é 300 dpi no tamanho final de impressão. A conta é direta:

  1. Pegue a largura que a estampa vai ter na peça, em centímetros.
  2. Divida por 2,54 para virar polegadas.
  3. Multiplique por 300.

Exemplo de costas com 28 cm de largura: 28 ÷ 2,54 = 11,02 polegadas. 11,02 × 300 = 3.307 px de largura. Um peito de 25 cm pede cerca de 2.950 px. Um logo de 10 cm pede cerca de 1.180 px.

Abra sua arte e olhe o tamanho em pixels, não o número de dpi escrito no canto. Se os pixels batem com a conta, está resolvido. Se faltam, o caminho é refazer a arte maior ou aceitar a estampa menor.

Uma folga honesta: entre 200 e 300 dpi no tamanho final, o resultado costuma ser aceitável em arte com muita textura e pouca linha fina. Abaixo de 150 dpi, a diferença aparece a um braço de distância.

O tamanho da estampa na peça

As faixas que a gente costuma usar, para você desenhar já pensando na peça:

  • Peito inteiro (frente) — de 20 a 30 cm de largura, dependendo do tamanho da camiseta e do desenho.
  • Costas — de 25 a 33 cm de largura.
  • Peito esquerdo (logo) — de 7 a 12 cm de largura.
  • Manga — de 5 a 9 cm.

São faixas, não regras. Quem manda é a grade. Uma arte de 30 cm que fica boa no GG encosta na costura do lado no tamanho P. Quando a diferença é grande, a gente imprime dois tamanhos de estampa e distribui por manequim. Como a KR7 é confecção própria, dá até para acertar o caminho contrário: ajustar o molde e a modelagem em vez de espremer a arte.

Vetor quando der, pixel quando não der

Logo, brasão, nome de time, tipografia: mande em vetor (PDF, AI, EPS ou SVG). Vetor não tem resolução — ele é redesenhado no tamanho que for, com a borda sempre limpa. Isso também deixa a escolha de técnica aberta, porque o mesmo vetor serve para silk, bordado, sublimação ou DTF sem refazer nada.

Foto, pintura digital e textura não têm como ser vetor. Aí é pixel mesmo, e vale a conta do tópico anterior.

Fonte em curva e logo baixado do site

Duas armadilhas que custam um dia de ida e volta:

  • Fonte não convertida — se o arquivo vetorial ainda tem texto vivo e a gente não tem aquela fonte instalada, o programa troca por outra. O texto muda de largura, quebra a linha, estraga o alinhamento. Antes de salvar, converta o texto em curvas (contornos). Depois disso ele vira desenho: não dá mais para editar, então guarde uma cópia editável para você.
  • Logo baixado do site da empresa — é a fonte de arquivo ruim mais comum. Logo de site costuma ter de 150 a 400 px de largura e foi feito para tela, não para pano. Ampliado vira borrão com halo. Peça à agência ou ao designer o arquivo original em vetor. Existe, quase sempre.

Cor: a tela promete mais do que a tinta entrega

Monitor emite luz, tinta reflete. Alguns tons simplesmente não existem em impressão: verde-limão fluorescente, laranja neon, azul elétrico muito saturado. Eles saem, mas mais fechados.

Trabalhe em RGB (sRGB) para impressão digital, que é como o software da máquina espera receber. Se você tem referência de cor de marca (um código Pantone, por exemplo), mande o código junto — a gente busca a aproximação mais próxima e avisa antes se a diferença for visível. E lembre que o tecido influencia: a mesma tinta em malha de algodão e em poliéster não devolve o mesmo tom. Peça 100% poliéster ou dry fit muda até de técnica — nesse caso o caminho costuma ser a sublimação.

Degradê e sombra que terminam em nada

Aqui mora o detalhe técnico que mais surpreende. Quando um degradê ou uma sombra vai perdendo opacidade até sumir, a máquina precisa traduzir essa transparência em pontinhos de tinta. Em peça clara, tudo bem. Em peça escura, a base branca também vai rareando, e abaixo de mais ou menos 15% de opacidade ela aparece como granulado, não como véu.

O que funciona:

  • Termine o degradê em uma cor sólida, não em transparência total.
  • Evite sombra suave muito larga atrás de texto em camiseta escura.
  • Se o efeito é essencial, avise. Dá para testar uma peça antes de fechar o lote.

Antes de apertar enviar

  • Fundo xadrez, PNG com transparência ou vetor.
  • Pixels conferidos pela conta: cm ÷ 2,54 × 300.
  • Texto em curvas.
  • Tamanho da estampa em cm escrito no e-mail.
  • Uma observação por peça: cor da malha, posição, quantidade por tamanho.

Com isso, o pedido anda sem pingue-pongue. Se bater dúvida em qualquer item, mande o arquivo do jeito que está: a gente confere, diz o que falta e indica a técnica que faz sentido para a sua arte. Peça seu orçamento e mande a arte junto.

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